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'Confiança é ponto central', diz executiva do Facebook; como rede social pretende evitar novos escândalos?

'Confiança é ponto central', diz executiva do Facebook; como rede social pretende evitar novos escândalos?

Publicada em 22/03/18 às 16:27h - 105 visualizações

por Portal de Noticia'Confiança é ponto central', diz executiva do Facebook; como rede social pretende evitar novos escândalos?s Proeves


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 (Foto: Portal de Noticias Proeves)

Dias após o comprometimento de dados de milhões de seus usuários ter sido revelado, o Facebook se manifestou pela primeira vez sobre como tentará preservar as informações das pessoas que acessam a rede social daqui para frente.

Enquanto ia ao ar o texto em que o CEO da empresa Mark Zuckerberg informava como restringiria a disponibilidade de dados, uma das executivas do alto escalão da companhia afirmava no Brasil que as regras vigentes na plataforma são a principal arma para coibir infrações, mas sua aplicação é "desafiadora", o que pode não ser uma boa notícia para as mais de 2,1 bilhões de pessoas que confiam suas informações à companhia.

"Confiança é o ponto central na nossa comunidade", afirmou Monika Bickert, a líder global de gerenciamento de polícia do Facebook, em encontro com jornalistas realizado em São Paulo.

"Nós precisamos manter os dados das pessoas a salvo e que elas saibam que eles estão seguros", disse. "Nós queremos que elas se sintam confortáveis vindo ao Facebook e fazendo parte da nossa comunidade. E dados são fundamentais para o que a gente faz."

Foi usando dados que o Facebook se tornou uma máquina de direcionar publicidade, que responde por 98% de seu faturamento de US$ 40,6 bilhões (segundos dados de 2017). As informações pessoais compartilhadas pelos bilhões de usuários são usadas para a rede social vender anúncios ultra-segmentados.

Só que o Facebook também permite que alguns serviços acessem essa mina de ouro, em uma via de mão dupla: a rede social permite que serviços (joguinhos, quizzes etc) saibam nome, quem são os amigos, preferências desses usuários, e essas aplicações (tipo "Como você seria no gênero oposto?"), mantêm as pessoas por mais tempo no site.

O Facebook admitiu no domingo (18) que esse pacto foi quebrado. Informou estar investigando se a Cambridge Analytica, uma empresa britânica que trabalhou para a campanha de 2016 do presidente americano, Donald Trump, manteve os dados de mais de 50 milhões de usuários, obtidos por meio de um "teste de personalidade" que circulou pela rede social em 2013.

Segundo os jornais "London Observer" e "New York Times", a companhia usou as informações para construir uma aplicação destinada a prever as decisões dos eleitores e influenciá-los.

Depois do escândalo vir à tona e do valor de mercado do Facebook diminuir US$ 50 bilhões em dois dias, Zuckerberg anunciou medidas para reduzir parte do poder que desenvolvedores terceiros têm para manipular informações cedidas por usuários.




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